“A senhora sabia que é crime invadir a casa das pessoas?” eu perguntei calmamente pra velha, mas ela só ficou olhando pra mim com aquela cara de velha, isso tava me deixando mais puto ainda.
“Se a senhora não começar a se explicar eu vou ter que agir energicamente (quebrar a cara dela).” Eu continuei tentando criar um clima amistoso...
“Calma rapaz, primeiramente eu peço desculpas por entrar na sua casa sem ser anunciada, se bem que eu raramente sou anunciada...” finalmente a velha tinha falado e continuou...
“Eu sou aquela que todos aguardam mas não querem encontrar, sou a dívida que todos os homens pagam, eu sou...”
“O imposto de renda??!” eu num momento de inteligência...
“Não meu filho, eu sou ‘A morte’. Você é meio burrinho, né?” continuou a velha que agora eu tinha quase certeza que era maluca...
“Ahhh, a senhora é a morte né? Interessante, e a que devo tão ilustre visita? Não, não responda...a senhora vai dizer que eu to morto, né?” É como eles sempre dizem, se for conversar com um louco, entre na conversa dele...
“Na verdade é mais ou menos isso meu filho, mas pelo que eu percebo você está meio descrente...” A velha continuava na viagem dela, mas não parecia ser perigosa.
“Mas se eu to morto como é que eu to aqui ainda? Não era pra estar no Inferno ou no Céu?” Quero ver ela sair dessa agora...
“Essa é questão, você ainda não foi pro destino final porque não está totalmente morto...” Velha malandra rapá.
“Minha senhora, eu já perdi a paciência, se puder fazer a gentileza de sair da minha casa...” Eu não tava com saco pra aturar velhas loucas...tinha que resolver a questão da minha amnésia repentina, e dar uma olhada no acidente da rua, aquilo não me deixava em paz.
“Tá certo meu filho, eu vou mas deixo uma pergunta pra você...Você sabe qual o seu nome?” Aquilo já era demais...
“A senhora é maluca mesmo né? É claro que eu sei qual é o meu nome...meu nome é... (porra, qual é o meu nome?).” Porra! Que merda é essa? Como eu fui esquecer o meu nome??
“Não lembra né? Uma dica...olhe do outro lado da rua, no meio da multidão.” E com isso, a velha sumiu...

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