quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Brain Damage...

Quando eu cheguei no lugar do acidente foi difícil me aproximar, não por causa do monte de gente que tava em volta, mas porque eu tinha medo do que podia encontrar. Depois de um tempo parado, tentando criar coragem eu fui chegando perto pra saber o que eu tinha que saber, quando eu chego perto...

“O que aconteceu aqui??” Eu perguntei em voz alta, na verdade era uma pergunta retórica...

“Cara eu não sei, ele atravessou a rua na hora que o sinal tava desligado, aí tava passando aquele carro, mas ele não viu...aí fudeu.” O cara do lado respondeu a minha pergunta.

“Porra, que merda né? O cara sai de casa sem nem saber... PORRA, TU PODE ME VER?? PODE ME OUVIR??” Eu gritei com o cara...

“Tá maluco porra?? Claro que eu posso te ver. Cada maluco que me aparece...” O cara foi saindo assustado.

Mas espera aí, se o cara podia me ver das duas uma, ele era um médium e podia ver ‘fantasmas’ ou eu não estava morto, nessa hora aparece aquela velha.

“E então rapaz, entendeu finalmente o que aconteceu?” Ela continuava insistindo naquele papo de maluco...

“Na verdade não, eu não olhei o tal corpo...mas aquele cara falou comigo, o que a senhora tem a dizer sobre isso?”

“Pode ser uma coisa ou muitas, você não precisa entender isso. Vamos ao que realmente interessa, olhe o cadáver.” Respondeu a velha.

Então eu olhei, e nessa hora eu tive a maior revelação da minha vida. EU acordei. Sim, era um sonho, provavelmente o sonho mais ridículo e estúpido que eu já tive na minha vida... mas por algum motivo ele me pareceu bem real, mas realmente não me importa mais, eu tô acordado e pronto pra começar o dia da maneira certa... Olho no relógio, e me assusto!!

Não, não são 8h...na verdade são mais de 12h, eu tava atrasado pra comprar, tinha que correr...

Tudo certo, eu entro na padaria, compro o almoço e as cervejas, nada parecido com o sonho, mas eu ainda sinto algo me incomodando, pra tentar descontrair eu tento cantar ‘Confortably Numb’...

Eu ouço um barulho como um carro freando, minhas pernas doem por um tempo e um flash repentino me cega...

Quando eu recupero a visão, tô em casa, sem lembrar como tinha chegado ali e o mais importante, sem as cervejas...

Então a velha do meu lado olha pra minha cara e diz com um sorriso malandrão, “Eu acho que você está ficando maluco Sputnik...”

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