Eu tava quase correndo quando passei naquela rua, não que eu estivesse com medo de andar sozinho numa rua escura numa hora daquela...mas é que nunca se sabe, precaução ou paranóia nunca é demais né? Só sabia de uma coisa, já era tarde e eu não achava um táxi pra voltar pra casa, e pelo pouco que eu lembrava daquela área o ponto de ônibus era qualquer coisa, menos seguro, ainda mais se você estava quase muito bêbado como eu. Você deve estar se perguntando, porque raios eu estaria andando tarde da noite numa rua deserta, e eu respondo, tava voltando do que se pode chamar ‘O pior ensaio da minha vida’, mas isso é outra história...
23h, outra rua vazia e nada de táxi, realmente eu tava ferrado mesmo, e é quando eu tenho esse pensamento totalmente positivo que eu ouço o que podia ser considerado como ‘O Grito mais aterrador e surreal que eu já tinha ouvido na minha vida’, e na hora eu só fiz uma coisa, corri, corri como se tivesse o próprio demônio me perseguindo e por sorte, quase fui atropelado por um táxi, bendito táxi, eu estava salvo só não sabia de quê...
No outro dia, depois que eu acordo com uma ressaca infernal, isso é comum, mas por algum motivo, a única coisa que eu consigo lembrar da noite anterior é o grito, e analisando agora não foi tão aterrador como eu tinha imaginado, tudo bem, eu não lembro direito mas parecia que não tinha sido um grito tipo ‘AHHHHH’, eu acho que foi alguma frase...sim, a pessoa gritou algo, que eu não consegui entender, e daí? Eu não sei, mas algo me dizia que seria interessante descobrir a dona daquele grito (parecia uma voz de mulher). O lugar como eu tinha dito antes é mais perigoso que a faixa de gaza pra um palestino mas agora era dia e talvez não fizesse mal nenhum voltar naquele bairro depois de tanto tempo e investigar uma coisa desse tipo... o que eu tinha a perder?

1 comentários:
Véio, muito doido, hehehe, gostei de blog, kra!
Postar um comentário